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A Rússia foi proibida de participar por quatro anos de todos os principais eventos esportivos pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês).

Isso significa que a bandeira e o hino da Rússia não serão permitidos em eventos como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, em 2020, e na Copa do Mundo de 2022, no Catar.

Mas os atletas que conseguirem provar que não estão contaminados pelo escândalo de doping poderão competir sob uma bandeira neutra.

O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, disse que a proibição faz parte de uma "histeria crônica anti-Rússia".

"É óbvio que ainda existem problemas significativos de doping na Rússia, quero dizer na nossa comunidade esportiva", afirmou. "É impossível negar."

"Mas, por outro lado, essas decisões são todas repetidas, geralmente afetando atletas que já foram punidos de uma maneira ou de outra, sem mencionar alguns outros pontos - é claro que isso leva a pensar que essa situação faz parte da histeria anti-Rússia que se tornou crônica."

'Crise de doping'

O comitê executivo da Wada tomou a decisão unânime de impor a proibição à Rússia durante uma reunião em Lausanne, na Suíça, nesta segunda-feira (09).

Isso ocorre depois que a Agência Antidoping da Rússia (Rusada) foi declarada "não cooperante" por manipular dados de laboratório entregues aos investigadores em janeiro de 2019.

A agência teve de entregar os dados à Wada como condição para sua reintegração em 2018, após uma suspensão de três anos pelos escândalos de doping.

A Wada diz que a Rusada tem 21 dias para recorrer da proibição. Se isso ocorrer, o recurso será encaminhado ao Tribunal de Arbitragem do Esporte (Cas, na sigla em inglês).

Ele acrescentou: "Por muito tempo, o doping russo prejudicou o esporte limpo. A violação cometida pelas autoridades russas nas condições de reintegração da Rusada exigiu uma resposta robusta".

"A Rússia teve a oportunidade de 'colocar a casa em ordem' e voltar a se juntar à comunidade antidoping global para o bem de seus atletas e integridade do esporte. Mas optou por continuar em sua posição de negação."

A vice-presidente da Wada, Linda Helleland, disse que a proibição "não é suficiente".