THIAGO GADELHA Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Empate no primeiro clássico, contra o maior rival, mas com a vitória muito próxima. No Clássico-Rei do último sábado (1), o Ceará foi o time que mais chegou perto de triunfar. O Vovô teve a bola do jogo, aos 44 minutos do 2º tempo, em pênalti que Vinícius cobrou e desperdiçou. Mesmo assim, para o técnico Argel Fucks, o que ficou de positivo foi o desempenho da equipe.

Dentro da proposta, o Ceará, de fato, atuou bem. Esta foi, provavelmente, a melhor atuação do Alvinegro sob comando de Argel. O time conseguiu demonstrar compactação defensiva, maior intensidade e encaixou as transições de ataque para criar situações de perigo ao adversário em contra-ataques.

Além disso, viu um ponto bastante treinado funcionar: a bola parada. A jogada de escanteio em que Felipe Silva cobra com perfeição para o gol de Klaus, que abriu o placar no Clássico, é insistentemente trabalhada nas atividades diárias em Porangabuçu. Para que o espaço fosse gerado, Luiz Otávio e Charles se movimentam para distrair a marcação leonina. O sucesso na jogada agradou Argel.

Após o jogo, o treinador ressaltou a evolução que o Ceará demonstrou de forma geral. Lembrando que este foi apenas o terceiro jogo da equipe na temporada. Para o comandante alvinegro, a tendência é de mais evolução, já que os atletas irão melhorar o ritmo de jogo, condicionamento físico e entrosamento.

"Merecemos a vitória, mas no futebol não tem justiça. Saio feliz com o desempenho, não com o resultado. Em momento algum nos acovardamos. Colocamos a bola no chão, criamos oportunidades e estivemos perto da vitória. Erramos um pênalti que decide a partida. Mas saímos fortalecidos, houve evolução, jogamos compactos. Tivemos estratégia, não deixamos o Fortaleza jogar, ganhávamos a bola com nossa linha defensiva. Não podemos esquecer que jogamos no domingo, na quarta e no sábado, praticamente repetindo a base do time".

Ponto positivo foi a atuação da dupla de volantes. Seguro na marcação e com qualidade no passe para auxiliar o sistema ofensivo, Charles foi o melhor em campo pelo lado alvinegro, enquanto William Oliveira, que substituiu Fabinho, garantiu mais intensidade na contenção. O desempenho credencia a dupla ao time principal, mas ainda não há nada selado. "Charles e William deram uma sustentação boa. Temos um grupo bom, boas peças. Mas não temos um time (titular) ainda", frisou Argel.

Pressão

Apesar da evolução vista no clássico, Argel ainda não venceu no comando do Ceará. Foram seis jogos oficiais, com cinco empates e uma derrota. As críticas da torcida alvinegra têm sido constantes, mas o treinador mostra personalidade para lidar com a situação adversa.

"Ainda bem que é em cima de mim, estou acostumado (com pressão). Sempre trabalhei em time grande, trabalhamos com coerência e merecimento. Não é de uma hora para a outra que montamos um time de futebol com padrão. Essa pressão é interessante. Estou acostumado a cobranças e elogios. Gosto de trabalhar na adversidade".

Para aliviar a pressão, há apenas um caminho: vitória. Argel Fucks e o Ceará terão mais uma oportunidade nesta quarta-feira (5). Às 21h30min, o Alvinegro enfrentará o Pacajus, no PV, pela 2ª rodada do Campeonato Cearense. O adversário venceu o Barbalha na estreia, por 3 a 2, enquanto o Vovô buscará o primeiro triunfo na competição.