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Um ano após a tragédia do Ninho do Urubu, homenagens aos dez atletas da categoria de base do Flamengo tomam conta do Rio de Janeiro. No Centro de Treinamento, alguns pais se reuniram para lembrar dos jovens mortos no incêndio que atingiu o alojamento em fevereiro de 2019. Entretanto, um dos pais disse à Record TV que houve burocracia para conseguir entrar no Ninho e eles tiveram que se reunir do lado de fora.

Em outros pontos da cidade, como na 42ª DP (Recreio), zona oeste, e na sede do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), centro do Rio, camisas do time com o número 10 e os nomes dos dez meninos mortos foram estendidas em homenagem a eles.

Nos arredores do Maracanã, torcedores pintaram os rostos dos meninos em um muro. Além da pintura, uma faixa foi pendurada com a frase “Justiça Para Nossos Dez”.

O fogo atingiu o alojamento onde estavam os jogadores da categoria de base no início da manhã do dia 8 de fevereiro de 2019. Contêineres eram utilizados como acomodação para os jovens. A tragédia teria sido provocada por um curto-circuito no ar condicionado de um dos contêineres.

Mais homenagens

Em São João do Meriti, na Grande Rio, o lateral Samuel Rosa, uma das vítimas do incêndio, ganhou uma homenagem com aquilo que mais gostava: uma partida de futebol. Meninos e meninas, que eram seus vizinhos e amigos, organizaram com ajuda da ONG Bom de Bola um jogo em memória dos mortos na tragédia.

O tio do garoto, Milton Rodrigues de Souza, mantenedor do projeto, disse ao R7 que ainda planeja lançar uma biografia, chamada “Sonho em Chamas”.

“A gente quer lançar nossa biografia, para que ninguém nunca esqueça da tragédia, além do projeto ‘Escola com Bola’ para continuar o legado do Samuel”, disse.