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Os responsáveis pela organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 evitaram mencionar nesta segunda-feira possíveis novas datas para o evento caso ele seja finalmente adiado, conforme previsto pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

"Somos Tóquio 2020... Então essa é a nossa posição", disse o presidente do comitê organizador, Yoshiro Mori, quando perguntado durante entrevista coletiva sobre quais novas datas seriam preferíveis em caso de eventual adiamento, após o COI dar quatro semanas para tomar essa decisão.

Durante a coletiva, Mori e o diretor-executivo do comitê organizador, Toshiro Muto, insistiram que a mudança de datas é apenas "uma possibilidade" que está sendo considerada e ainda não está decidida, e reafirmou que o cancelamento total das Olimpíadas de Tóquio "não é uma opção".

Os responsáveis pelos Jogos de Tóquio reagiram desta forma à decisão anunciada ontem pelo COI de estudar mas próximas quatro semanas se as datas fixadas para as Olimpíadas poderiam ser cumpridas e, na sua falta, decidir quando poderiam ser disputadas, tendo em vista o "agravamento" da crise global de saúde causada pelo novo coronavírus.

"Adiá-los não era uma possibilidade que contemplávamos desde o início, mas é uma opção que está em nossa agenda após a reunião (do Executivo do COI)", disse Mori, que também observou que nas próximas quatro semanas "todos possíveis cenários e uma decisão será tomada".

O cancelamento dos Jogos, por outro lado, é uma opção que "nunca foi abordada" pelos organizadores ou pelo Comitê Olímpico Internacional, disse a autoridade japonesa.

Mori também destacou que a propagação da Covid-19 "está sob controle no Japão" e afirmou que a organização e as autoridades japonesas "farão todos os esforços possíveis" para avançar com o planejamento de que os Jogos comecem no dia 24 de julho como está previsto.

No entanto, ele observou que a organização "leva em consideração as opiniões de todas as partes envolvidas nos Jogos, como atletas e patrocinadores", quando questionada sobre a decisão anunciada hoje pelo Canadá de não enviar atletas para Tóquio 2020 se as Olimpíadas forem realizadas em julho.

Com relação às quatro semanas definidas pelo COI para tomar uma decisão sobre as Olimpíadas, Mori disse que é "uma decisão do COI" e evitou avaliar se Tóquio 2020 considera ou não um prazo adequado.

Entre os fatores a serem estudados nesse período estão as implicações orçamentárias de um possível atraso ou a disponibilidade de locais para eventos esportivos, disse Muto, acrescentando que esses cenários "ainda não foram considerados" e admitiram que analisá-los "não será um trabalho fácil".