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Um dos principais nomes da equipe de reportagem da Fox Sports Brasil, Ricardo Lay, 37 anos, viveu durante duas semanas momentos de incerteza e aflição, com sintomas da covid-19 que acometeram também sua esposa Ana Laura e os dois filhos do casal, Lucas, 4 anos, e Joaquin, 6 anos. Ele começou a passar mal no dia 12 de março, no aeroporto de Santiago, instantes antes de embarcar de volta para o Brasil – foi ao Chile para a cobertura de um jogo da Taça Libertadores.

“O primeiro sintoma foi diarreia. No dia seguinte, já no Rio, tive dor de garganta, mal-estar. Daí fui a uma emergência (da rede privada), mas lá não fizeram o teste. Deram um atestado, com a recomendação de ficar um dia de repouso em casa. Dois dias depois que eu cheguei, meus filhos também tiveram diarreia e começaram a tossir. Minha esposa também começou a se sentir mal.”

Aos poucos, com a propagação do novo coronavírus no Brasil, cresceu a suspeita de que todos os quatro, moradores de Copacabana, zona sul do Rio, teriam se infectado pela covid-19.

“Foram mais de dez dias de angústia. Com indagações repetidas: ‘Será que é o coronavírus?, será que vamos piorar?’ Graças a Deus, todos melhoramos, estamos sem nenhum sintoma agora. Houve falha no atendimento médico, e sobrou responsabilidade à Fox Sports, que me orientou a ficar em casa. Imagina quantas pessoas passaram por isso e voltaram à vida normal?”

Ricardo Lay e sua família provavelmente não vão entrar para estatísticas de acometidos pela covid-19, ou por outra virose, por falta de um teste específico. Ele até procurou um laboratório particular do Rio para se submeter a essa análise, mas não havia o kit para o exame. Recuperado, tem trabalhado de casa, com gravação de vídeos e entradas ao vivo via Skype – rotina que vários profissionais do jornalismo da emissora estão seguindo.