Foto: Thiago Davino/MinutoEsportes Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Superintendente de futebol do CSA, Fabiano Melo

Foram cinco anos de altos e baixos, alegrias e tristezas, pressão e títulos. O executivo de futebol, Fabiano Melo, concedeu entrevista ao MinutoEsportes e analisou passagem e saída no CSA e o novo desafio que terá pela frente, quando pensa em repetir o histórico de acessos, dessa vez com o América de Natal. 

Ainda em 2015, o empresário e torcedor Fabiano Melo, decidiu encarar o desafio de entrar para o grupo denominado “Resgate do Azulão”, para tirar o time marujo da crise. A partir daí, foram três acessos seguidos (2016,2017 e 2018), título Brasileiro da Série C e dois Campeonatos Alagoanos (2018 e 2019). Foi um dos responsáveis pelo sucesso meteórico da equipe no cenário nacional. Nesta temporada, Melo foi quem montou o time azulino. Os resultados positivos não vieram e ele acabou sendo afastado do clube, pelo presidente Rafael Tenório.  

“Uma passagem positiva. Tínhamos um planejamento de chegar à Série A em 5 anos e conseguimos chegar em 3 anos. Muito trabalho, mas também muitas alegrias”, afirmou. 

Mesmo com o rebaixamento, a expectativa era que o CSA começasse o ano forte. Um bom elenco foi formado no papel, mas na prática não funcionou e a pressão cresceu sobre os dirigentes azulinos, como analisa Fabiano. 

“Desmontamos quase todo grupo e fizemos um grupo novo, aí precisa de tempo para dar liga”, afirmou o profissional que ainda deixou claro que o futebol exige resultados. “Tudo no futebol é resultado e no momento não estávamos tendo resultado, já tínhamos trocado o Barbieri e os resultados não vinham. Para oxigenar o clube, definiram a minha saída”, explicou. 

Fabiano Melo ainda foi taxativo sobre o período pós desligamento, quando adotou a lei do silêncio.  “Se o gestor maior do clube preferiu pela minha saída, não tinha o que falar mais”, disse o profissional. 

Após a saída do CSA, muito se questionou se Fabiano ficaria em Alagoas, voltaria para as suas atividades fora do futebol, mas para surpresa de muitos, fechou com um grande time do nordeste para a sequência da temporada. 

“Desde de 2018 que escolhi o futebol para seguir carreira. Então fui estudar para me qualificar. Escolhi o América pelo projeto que o presidente me apresentou e pela possibilidade de acordar mais um gigante adormecido”, disse Fabiano que revelou ter recebido outras propostas. 

“Recebi propostas das Séries B e C, mas escolhi o América pelo projeto que foi apresentado. Quero ajudar a levantar e colocar esse gigante novamente na elite do futebol brasileiro”, concluiu o dirigente que já está em atividade na equipe do Rio Grande do Norte, que disputa o Campeonato Potiguar e o Brasileiro da Série D.