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As lives nesse período de isolamento tem repercutido bastante no meio do futebol, dessa vez foi uma do Corinthians, apresentada por Ronaldo Giovanelli. O ídolo corintiano mostrou descontentamento em relação à postura de Paulo André por conta de uma ação contra o clube, e chamou o ex-zagueiro de "babaca" durante a transmissão feita em um camarote da Arena.

- Tem que saber sair, tem que saber o lugar que ele entrou, que valorizou o cara, porque tem muitos jogadores, eu não vou citar o Paulo André aqui, porque para mim ele foi um p*** de um babaca, então não vou falar disso aí, porque cada um tem o seu direito. Agora mudar toda a história, colocar outra coisa, eu não vou fazer isso - disse Ronaldo.

A revolta do ex-goleiro se dá pelo fato de Paulo André ter entrado com uma ação contra o Timão pedindo descanso semanal remunerado, além de adicional por partidas jogadas à noite, aos domingos e feriados. O ex-atletas ganhou a causa, mas para colocar um fim na briga judicial, entrou em acordo com o clube por R$ 750 mil parcelados em 15 vezes.

- Ele esteve no clube há seis meses, eu estava presente em uma conversa com o Andrés, Corinthians acertou, fez um acordo, essa parte ficou de lado, ele entende que foi um erro, colocou que na época foi por não ter recebido outra coisa, aí o advogado falou "põe isso também", acabou fazendo. Só para dizer que o Corinthians acertou com ele e isso ficou para lá - disse Duílio Monteiro Alves, diretor de futebol do Corinthians, que também estava na live.

Essa ação de Paulo André, em conjunto com uma do volante Maicon (atualmente no Grêmio) contra o São Paulo, motivou Andrés Sanchez, presidente corintiano a enviar uma carta para a FPF, a CBF e a Globo, solicitando que o clube não jogue mais no período noturno e aos domingos, a fim de evitar que mais processos desse tipo aconteçam.

O lateral-direito Fagner, que também era convidado da live, se manifestou em relação a esses fatos ocorridos recentemente e se mostrou contrário a mudar uma tradição do futebol, por conta de uma ação que para ele não convém.

- Eu até comentei com a minha esposa ontem. O futebol sempre foi de quarta e de domingo. Não vou ser contra ou a favor de ninguém, mas não tem como mudar uma coisa que foi assim a vida inteira. Nós, jogadores, na maioria, somos privilegiados. Esse tipo de ação não convém. Meu filho, que está começando a jogar futebol, sabe que não vai ter sábado, domingo e feriado, como uma pessoa normal que trabalha de segunda à sexta. Por outro lado, com 20 anos ele pode resolver a vida da família inteira dele - disse o camisa 23.