Foto: Arquivo Pessoal Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Atacante Marcelo Kenia

O Coruripe, assim como as demais equipes alagoanas, está com atividades paralisadas em razão da Pandemia do Coronavírus. Como se não bastasse o momento, a equipe do litoral sul ainda tem outro problema para resolver. O atleta Marcelo Kênia, que se lesionou ainda durante a pré-temporada da equipe, acusou a direção alviverde de falta de apoio durante o tratamento. O diretor de futebol do clube, Franciney Joaquim, rebateu o atleta e disse que todas as obrigações estão sendo cumpridas.

O atacante sofreu a lesão no tornozelo, no dia 12 de dezembro, na preparação do clube para a Copa Alagoas. O atleta foi encaminhado para o Hospital Carvalho Beltrão, na cidade de Coruripe. De acordo com o Kênia, ele ficou vários dias no hospital para ser operado, na fila do SUS, com mais de 500 pessoas. O jogador realizou a cirurgia no dia 27 de dezembro, mas vai precisar passar por outro procedimento, uma vez que houve erro na primeira cirurgia.
 
Kênia afirma que não está conseguindo andar e nem colocar o pé no chão, por conta do problema e revelou que o clube não vem dando o suporte necessário durante esse período. “Estou tirando dinheiro do meu próprio bolso para comprar remédio e está me incomodando muito. Está doendo, inchado, não consigo colocar o pé no chão. Tenho que estar precisando dos outros. A diretoria do Coruripe não deu nenhuma solução para nós jogadores, eles querem rescindir nosso contrato sem direito a nada”, revelou.

O atacante ainda disse que o clube não está pagando os salários desde o mês de março. O atleta afirmou que o presidente do clube recomendou procurar os seus direitos na justiça, mas ele alega não querer levar para esta instância.

“O presidente mandou eu procurar os meus direitos. Eu não queria isso, colocar o Coruripe na justiça. É um clube grande, vencedor, eu não queria isso. Queria resolver da melhor maneira possível”, disse.

O diretor de futebol do "Hulk", Franciney Joaquim, rebateu e explicou o caso. “O Marcelo Kênia, no início da preparação sofreu uma lesão na tíbia. Nós cuidamos dele, internamos e marcamos a cirurgia que foi feita no Hospital Carvalho Beltrão, referência em cirurgia ortopédica no estado de Alagoas. Foi operado pelo doutor Ricardo, cuidamos dele, ficou na concentração, pelo certo era pegar ele e depois de 15 dias botar ele pelo INSS, mas como ele ia receber só o da carteira, nós deixamos recebendo integralmente. Ficou na concentração e recebendo o salário integralmente, como se estivesse jogando. Depois passou a fazer a fisioterapia com o nosso massoterapeuta”, rebateu.

Franciney ainda reforçou que o atleta fez um raio-x de revisão, que detectou um desvio na cirurgia e o clube marcou uma consulta com outro médico para fazer uma avaliação no atleta.

“Ele foi para o Dr Sérgio Canuto, para fazer essa correção. No entanto, no mês de março começou a pandemia. Eu perguntei se ele queria ficar aqui ou ir para casa, no meio dos atletas, para esperar se resolve a cirurgia. Ele disse que queria ir para casa. No mês passado ele me mandou um áudio perguntando sobre a cirurgia. Eu disse, Kênia, nenhum hospital está fazendo cirurgia nesse momento por causa da pandemia, só de urgência. Eu falei para ele deixar a pandemia passar, que a gente vai buscar para corrigir a cirurgia”, explicou.

De acordo com Franciney, o clube vai resolver a situação após a pandemia, mas se o atleta continuar atacando o clube nas redes sociais, ele vai acionar o jogador na justiça por calúnia e difamação. 

“Nós estamos aguardando que passe a pandemia para entrar com as providências cabíveis. Mas no caminho que ele está querendo seguir, não tem como dialogar. Do jeito que ele está fazendo, mentindo, vai  haver um imbróglio jurídico e ele vai responder por calúnia e difamação”, finalizou.

O Coruripe nesta temporada está disputando o Campeonato Alagoano, mas por causa da pandemia foi paralisado. O clube ainda vai disputar este ano a Série D.