Kai Pfaffenbach/Reuters Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Recordista em número de títulos de Grand Slam, são 20 ao todo, e considerado por muitos o maior de todos os tempos, Roger Federer adicionou um feito inédito à sua lista de conquistas. O suíço se tornou o primeiro tenista a ocupar o topo da lista da Forbes de atletas mais bem pagos do mundo, superando nomes do futebol como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar e o astro da NBA LeBron James. A soma levou em consideração os ganhos obtidos nos últimos 12 meses.

Sem descontar impostos, Federer faturou US$ 106,3 milhões (cerca de R$ 563 milhões), enquanto o segundo colocado, Cristiano Ronaldo, ganhou US$ 105 milhões, seguido por Messi (US$ 104 milhões), Neymar (US$ 95,5) e LeBron (US$ 88,2 milhões). Os valores do tenista incluem US$ 6.3 milhões em premiação e US$ 100 milhões em patrocínio e exibições, o que o tirou da quinta colocação em 2019 para o primeiro lugar este ano.

Mesmo sem ganhar um torneio de Grand Slam desde 2018, o apelo de Federer junto a grandes marcas é incomparável e continua intacto. O suíço tem nada menos do que 13 patrocinadores pessoais e seu portfólio reúne empresas do calibre de Rolex, Moet & Chandon, Mercedes e Barilla, entre outros. Ao romper com a Nike para se unir a Uniqlo, Federer assinou um contrato de US$ 30 milhões anuais por dez anos, ou seja, US$ 300 milhões ao todo.

Os feitos de Federer no circuito de tênis e sua elegância e comportamento exemplar dentro e fora das quadras não somente atraem parceiros de peso, como os citados acima, como fazem com que eles permaneçam por anos. “Sua marca é imaculada, e é por isso que aqueles que podem se dar ao luxo de se alinhar a ele clamam por fazê-lo”, disse à Forbes David Carter, professor de negócios do esporte na Marsahll School of Business.

A adoração do público também parece não ter limites. Em 2019, ele lotou estádios e ginásios durante tour de exibição pela América Latina com o alemão Alexander Zverev, tendo recebido US$ 2,2 milhões por cada partida. A dupla passou por Santiago, Buenos Aires, Quito e Cidade do México, onde bateu o recorde de público para uma partida de tênis com o total de 42.517 espectadores. Número superado em fevereiro deste ano quando 51 mil pessoas presenciaram jogo beneficente na África do Sul contra Rafael Nadal.

Além de Federer, outros tenistas entraram na lista da Forbes. O atual número 1 do mundo, Novak Djokovic, aparece na 23ª posição com US$ 44,6 milhões, Nadal é 27º (US$ 40 milhões), Naomi Osaka está em 29º (US$ 37,4 milhões) e Serena Williams em 33º, com US$ 36 milhões.