Rubens Chiri/São Paulo FC Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Candidatura de Casares representa uma coalizão de oito grupos políticos

"O São Paulo precisa ser reconstruído. Precisa de um choque de gestão". Foi assim que Julio Casares, primeiro candidato confirmado à presidência do São Paulo apresentou, através de uma live com jornalistas e torcedores nesta quinta-feira, o seu plano de gestão.

O ex-diretor de marketing, que negou que seja candidato da situação, detalhou onze pilares que deseja colocar em prática caso seja eleito, em dezembro de 2020. Entre eles, estão: profissionalização, responsabilidade financeira, ética e transparência, mentalidade vencedora, engajamento com a torcida, sócio-torcedor, autonomia administrativa da área social, inovação, marketing e comunicação.

Apesar de valorizar alguns pontos da gestão do atual presidente Leco, como por exemplo a contratação de Fernando Diniz, e também seu legado na área social, Casares deixou claro que deseja um novo rumo para o São Paulo, já que a campanha conta com uma coalizão de oito grupos políticos do clube, entre eles alguns de situação e outros de oposição: "Não somos situação, somos uma coalizão, uma união de setores que pensam diferente a favor do São Paulo."

O principal ponto criticado pelo candidato é em relação à gestão do futebol. "Vamos buscar títulos e conquistas, mas com responsabilidade. Não podemos ter reservas, que compõem elenco, ganhando R$ 300 mil ou mais. Queremos aquele jogador que vai dormir mal quando o São Paulo perde. Ele tem que sair de campo contrariado."

Casares também cravou mudanças em relação aos torcedores, criando um setor popular no Morumbi. "A inclusão é um respeito ao torcedor", disse ele, detalhando que o setor terá 8 mil lugares e ingresso 50% mas barato do que as arquibancadas.

O Sócio-torcedor será totalmente reformulado. De acordo com o candidato, o "sócio passará a ser um patrocinador do clube", garantindo que 90% do dinheiro investido no programa será convertido no futebol. Além disso, Casares ainda anunciou que o sócio-torcedor de longe, que não tem o costume de frequentar o Morumbi rotineiramente, terá um preço especial.

Por falar nas arquibancadas, Julio Casares ainda apresentou um plano de aproximação com ídolos do passado: "Muitas vezes eu vi ex-jogadores indo ao Morumbi e não conseguirem entrar. Isso vai acabar. Ex-jogadores de sucesso nunca mais pagarão ingressos para assistir os jogos."

Com a candidatura confirmada, Casares ainda não tem um adversário definido na eleição do São Paulo. A tendência é que seja Marco Aurélio Cunha, ex-médico e diretor de futebol do clube, mas que até o momento é apenas um pré-candidato.