Conselheiro disse que OAB foi “firme” ao pontuar problemas do Judiciário

  • teresa
  • 08/05/2009 14:12
  • Maceió
O conselheiro do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Paulo Lôbo, classificou o posicionamento da vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Alagoas (OAB/AL), Rachel Cabus, quanto ao funcionamento do Poder Judiciário do Estado, durante audiência feita pelo CNJ, na Escola Superior da Magistratura do Estado de Alagoas (Esmal), como “maduro, firme e louvável”.

Para o conselheiro do CNJ, Rachel Cabus foi consistente ao pontuar com firmeza problemas identificados pela OAB no funcionamento da Justiça alagoana, como deficiências estruturais e de caráter administrativo nas unidades da Justiça Comum, que prejudica tanto os advogados como também os jurisdicionados.

“O pronunciamento feito pela vice-presidente da OAB, durante a audiência realizada pelo CNJ, foi dito com muita firmeza. Não foi um discurso de confronto, até porque naquela ocasião não era necessário se adotar uma atitude desrespeitosa de confronto”, analisou Paulo Lôbo.

O conselheiro afirmou ainda que as reclamações feitas por Rachel Cabus, que ficou responsável em abrir a audiência, chamou a atenção do corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, que logo após o pronunciamento da vice-presidente da seccional alagoana, solicitou por escrito todos os problemas pontuados por OAB, bem como de representantes de outras instituições.   

O conselheiro ressaltou ainda parabenizando a atitude da OAB/AL em se colocar à disposição do Judiciário alagoano para encontrar soluções para os problemas enfrentados pelo Judiciário.

“Louvo a atitude da OAB que não partiu para um confronto, identificando as deficiências da Justiça alagoana e se mostrando solicita para solucionar os problemas”, disse Paulo Lôbo. “Não se pode apenas jogar pedra”, completou.

O conselheiro está em Maceió desde a última segunda-feira (4), participando da inspeção do CNJ no Poder Judiciário Alagoano. O trabalho está sob a coordenação de três juizes auxiliares da Corregedoria Nacional de Justiça e um juiz auxiliar da presidência do Conselho. Nos dois primeiros dias de trabalho, a equipe inspecionou a parte jurisdicional e administrativa do Tribunal de Justiça de Alagoas, o Fórum e as Varas da capital.