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O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) divulgou nesta segunda-feira (29) que irá denunciar o ex-presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello pelo incêndio de fevereiro de 2019 no CT Ninho do Urubu, em Vargem Grande, zona oeste do Rio de Janeiro.

Segundo o MP-RJ, as investigações da Polícia Civil apontam para a responsabilização de Bandeira de Mello e de integrantes da antiga gestão do Flamengo, assim como da atual também. A denúncia também responsabilizará os prestadores de serviços responsáveis por adaptar os contêineres incendiados utilizados como dormitório.

A denúncia, que será entregue em breve ao TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), entretanto, não pode afirmar que a morte dos dez jovens da base do Flamengo é resultado de dolo eventual - quando se assume o risco de um evento, mesmo sem intenção. Outros três garotos da base rubro-negra também ficaram feridos durante o incidente.

Embora não tenha encontrado dolo eventual, o MP-RJ destaca que “não restam dúvidas, diante das provas produzidas em sede policial, que uma série de condutas imprudentes e negligentes, por ação e omissão, em tese praticadas pelos indiciados, de fato concorreram de forma eficaz para a ocorrência do incêndio, bem como das mortes e ferimentos dele decorrentes.

Em nota, o órgão informou que Bandeira de Mello e demais indiciados responderão por incêndio culposo, com resultado de dez homicídios culposos - quando não há intenção de matar - e três crimes de lesão corporal, também culposa.

O MP-RJ também afirmou que o incidente no Ninho do Urubu “expôs a forma negligente com que um dos maiores clubes do país tratava seus atletas de base” e que isto afetou a imagem de todo futebol brasileiro. O órgão também ressaltou que o Flamengo tenta “mitigar pagamentos de indenizações”, o que aumentaria o desespero das famílias afetadas pelo incêndio.