O presidente do Santos, Modesto Roma Júnior, deu mais um passo para tentar garantir a construção de uma arena para o time. Nesta terça-feira, o dirigente foi a Brasília tentar liberar a área para o estádio.

Modesto se reuniu com o deputado federal Marcelo Squassoni, do PRB. A reunião foi marcada para tratar de áreas que pertencem à União e são ocupadas hoje por Portuguesa Santista e Portuários.

Modesto busca a liberação do governo para utilizar a área para construir um estádio multiuso, que teria capacidade para 27.286 pessoas. Se tudo ocorrer bem, a expectativa é que as obras comecem no ano que vem.

Durante a passagem por Brasília, Modesto também visitou o presidente da Caixa Econômica Federal, com o objetivo de estreitar relações com o patrocinador máster do Peixe.

As informações são do jornalista Jorge Nicola, da Rádio Bandeirantes.

Pacaembu

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Modesto também cogitou fazer uma parceria com a prefeitura de São Paulo para o Peixe atuar no Pacaembu.

"A prefeitura de São Paulo quer a parceria com o Pacaembu. Está com um projeto de sugestões, vamos ver o que sai. Uma parceria pode ser interessante dependendo das condições. Não podemos nos fechar a nada", afirmou o mandatário.

Também à RBo prefeito João Doria voltou a defender a concessão do estádio municipal à iniciativa privada. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de São Paulo aprovou o projeto que prevê a medida.

"Agora nós vamos analisar a modelagem, se ele será cedido por 15 ou 20 anos e teremos uma economia em torno de R$ 40 milhões só nesta gestão. O estádio será modernizado, atualizado, melhorado na sua acessibilidade, segurança, iluminação, conforto para jogadores, técnicos e profissionais. E também melhorando conforto, tranquilidade e acessibilidade para o público e a própria imprensa, sem dinheiro público”, afirmou o prefeito.

Para Doria, a atual estrutura do Pacaembu é precária. "Banheiros, por exemplo. As mulheres não conseguem ir ao estádio do Pacaembu, exceto se não tiverem que fazer uso dos banheiros, que são infrequentáveis. A maioria dos banheiros do Pacaembu são químicos. É inaceitável no século XXI, em uma cidade que já tem dois estádios referência – o do Corinthians e o do Palmeiras", completou.