Não é todo mundo que tem a chance de conviver com seu maior ídolo. Talvez por isso Mateus Vital possa se considerar um felizardo. O garoto de 19 anos, arma do Vasco na partida de hoje contra o Coritiba, às 19h, pelo Campeonato Brasileiro, viu a admiração de longa data por Philippe Coutinho se transformar em amizade nos últimos tempos. O astro da seleção brasileira e do Liverpool, espelho do meia desde sempre, agora é parceiro de pelada, que o recebe na própria casa.

Washington, atacante contemporâneo de Coutinho na base do Vasco e um dos maiores amigos do jogador no futebol, é cunhado de Mateus e foi quem fez a ponte entre ídolo e fã. Esta semana, com o astro passando férias no Brasil, a promessa vascaína foi à casa dele, na Barra. A recepção, conta ele, foi a melhor possível. Só não houve a mesma troca de gentilezas quando os dois foram a campo.

- Joguei contra ele, no time do Washington, e ganhamos - conta Mateus, todo orgulhoso: - Na pelada não tem como pegar leve, dei a vida para jogar contra ele.

O meia vascaíno confirma a conhecida timidez de Philippe Coutinho. E revela que é justamente o jeito envergonhado do craque do Liverpool que o impede de visitar São Januário, onde começou a jogar bola aos 7 anos.

- Coutinho queria vir ao clube e ficou chateado com o Souza (volante também revelado pelo Vasco, atualmente no Fenerbahçe, da Turquia) porque ele veio aqui sozinho - lembra Mateus: - Ele queria alguém para dividir as atenções. Já falei para o Coutinho que eu trago ele, ele fica agarrado comigo que vai ficar tudo bem (risos).

Hoje quem anda com desenvoltura pela Colina é Mateus, mas, quando ele era criança, o astro era o fenômeno Coutinho. O meia vascaíno se lembra de, aos 7 anos, parar para assistir ao craque brilhando no futsal, aos 13. Ali, já sabia em quem ia se inspirar na carreira:

- É gratificante ter seu ídolo perto. Ele sempre foi minha referência - afirma Mateus Vital.